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As seleções de quadra e praia nas Olimpíadas 2016

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Falta pouco. Com menos de um mês para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, as seleções brasileiras de vôlei de praia e quadra entram na reta final da preparação. A seleção masculina, comandada pelo técnico Bernardinho, ainda terá pela frente a fase final da Liga Mundial. Já as duplas de praia e a equipe feminina não possuem mais competições e realizarão os últimos ajustes e estudos para a principal competição esportiva do mundo.

A seleção feminina ficará concentrada no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, local que também receberá algumas equipes de praia por períodos - eles também realizam as atividades em seus centros de treinamento, nas respectivas cidades. A seleção feminina conquistou no último final de semana o Grand Prix, mas a comemoração ficou apenas para o final da partida. Elenco e comissão técnica já retomaram o foco para os Jogos.

Para o Diretor de Seleções da CBV, Renan Dal Zotto, o período será um encerramento para a construção de um projeto que começou logo após os Jogos de Londres.

"A preparação é permanente, já é uma estrutura do voleibol, tanto no masculino quanto no feminino. Há quatro anos vem se construindo tijolinho a tijolinho uma preparação bastante consistente para chegarmos bem aos Jogos. Grand Prix e Liga Mundial serviram para medir o atual momento, não apenas do Brasil, mas das outras equipes. Pudemos observar, independente de ganhar ou perder, mas saber como estão as equipes".

Na praia, as quatro equipes olímpicas puderam realizar um planejamento escolhendo quais eventos disputar. Ágatha/Bárbara Seixas e Larissa/Talita no feminino, e Alison/Bruno Schmidt e Evandro/Pedro Solberg, no masculino, subiram ao pódio em 14 oportunidades no Circuito Mundial 2016. Os adversários da primeira fase foram definidos no último sábado.

"Nossas equipes seguem o treinamento, agora se preparando para os enfrentamentos nos seus respectivos grupos. Os adversários, que foram conhecidos no sorteio dos grupos realizado na Suíça, serão analisados através de material de vídeo. O objetivo é traçar estratégias específicas para neutralizar pontos fortes e explorar possíveis pontos vulneráveis. O acompanhamento psicológico segue com o objetivo de evitar excesso de ansiedade para as partidas inaugurais. Também planejamos evitar assédio exagerado a fim de preservar o foco e a concentração dos atletas", analisou Fulvio Danilas, Diretor de Vôlei de Praia.

As quadras de vôlei de praia do CDV receberam refletores para que as duplas possam realizar treinamentos noturnos, se adequando aos horários dos Jogos. A ‘casa do voleibol’ em Saquarema oferece estrutura completa com salas de musculação, pilates, fisioterapia, dormitórios, refeitório, lavanderia, piscina. A única preocupação dos atletas é treinar.

"A preparação não é mensal, anual, é diária. Essa é uma filosofia adotada tanto pelo José Roberto quanto pelo Bernardo, de que o trabalho é permanente. Nossa maior função é oferecer a melhor estrutura para que esses excepcionais treinadores possam desenvolver seus trabalhos", completou Renan Dal Zotto.

A seleção brasileira masculina está no grupo A e encara na primeira fase Itália, Estados Unidos, Canadá, França e México. Já a seleção brasileira feminina, também no grupo A, enfrentará Rússia, Japão, Coréia do Sul, Argentina e Camarões.

No vôlei de praia, Larissa/ Talita está no grupo A, ao lado das polonesas Brzostek/Kolosinka, das norte-americanas Fendrick/Sweat e de uma dupla russa que ainda será indicada pela federação nacional. Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ) estão no grupo B e enfrentam as espanholas Liliana Fernandez/Elsa Baquerizo, as argentinas Ana Gallay e Georgina Klug e uma dupla da República Tcheca, que ainda será conhecida.

No masculino, Alison e Bruno Schmidt (ES/DF) irão enfrentar os italianos Ranghieri/Carambula, os austríacos Doppler/Horst e uma dupla do Canadá, que ainda será conhecida. Evandro e Pedro Solberg enfrentarão no grupo D os letões Samoilovs/Smedins, os canadenses Saxton/Schalk e os cubanos Diaz/Gonzalez.